Maria da Penha Pinto Magalhães

Eu, por mim mesma.


Desde os primeiros anos escolares, a paixão pela redação se firmava enquanto nos deveres de português, eu me expandia na ?descrição de um quadro?,quando a simples visão de alguma paisagem me levava a devaneios cheios de inspiração.

A leitura me absorvia por completo, a ponto de por ela deixar qualquer outro passatempo nos momentos de folga.

Certa vez, fui castigada pela professora por achar que a ?Composição? do dever de casa não tivesse sido feita por mim. Fui considerada mentirosa e fiquei sem recreio. Experiência essa que, ao invés de me acabrunhar, foi por mim considerada como o maior elogio que eu poderia receber.

Logo cedo, qualquer assunto digno de nota se transformava numa crônica. Pequenos contos de amor e poemas chegaram logo, no despertar da adolescência. Coisas muito importantes para mim, pelo sentimento com que os construía. Porém, o entendimento de que ainda não tendo uma formação acadêmica, nada daquilo teria valor, jamais pensei em divulgar.

Porém, pelo incentivo dos filhos e do mestre que tive no curso de português e linguagem, me decidi a fazê-lo.


Maria da Penha P. Magalhães

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